Yes …. Yoga is less! And before you write me in disagreement, read the text up to the end …. 😉

Once Michelangelo, the Michelangelo, was asked how he created David – that giant marble statue. The author of the work replied – I did not create anything. David was always there, I just took the excess of marble that he came up with.

With Yoga it is the same idea … When we begin to practice, in addition to the visible and palpable external benefits of realizing it, Yoga connects you to yourself. And then everything that is not you, it goes away.

So instead of adding more, Yoga will make you less who you are not. It can be small or big changes. The process begins and you may realize that you do not like the work you do, or that you want to take dense foods out of your routine. You can also decide to give away clothes that have nothing to do with you. And there goes out your outer layers that are nothing else, but a character that you thought was YOU !!! And the more that character goes away, the inner connection with your real US happens and gets stronger. Like David, he’d just send all that marble away.

Connected with your essence you can be MORE … Much more peaceful, happy and everything else that the universe and its karma provide you …. 😊

Sim…. Yoga é menos! E antes que você escreva discordando, leia o texto até o final.

Certa vez Michelângelo, o Michelangêlo, foi perguntado como criou o Davi – aquela estátua de mármore gigante . O autor da obra respondeu – eu não criei nada. O Davi sempre esteve lá, foi só tirar o excesso de mármore, que ele veio à tona.

Com Yoga é a mesma idéia… Quando começamos a praticar, além dos benefícios externos visíveis e palpáveis de se perceber, Yoga conecta você a você mesmo. E aí tudo que não é você vai embora.

Então ao invés de somar mais, Yoga vai te tornar menos quem você não é. Podem ser mudanças pequenas ou grandinhas. O processo começa e você pode perceber que não gosta do trabalho que faz, ou que quer tirar alimentos densos da sua alimentação. Você pode também resolver tirar roupas que nada mais tem a ver com você. E aí vão saindo suas camadas externas que nada mais são, um personagem que você achava que ERA VOCÊ!!! E quanto mais esse personagem vai embora, a conexão interna com o seu real EU acontece e se fortalece. Assim como Davi , era só mandar todo aquele mármore embora.

Conectado com sua essência você aí pode ser MAIS… Muito MAIS paz,felicidade e tudo o mais que o universo e seu karma lhe proporcionar…. 😊

Om

Cris Shukla

ENGLISH BELOW

E a tal zona de conforto?

Ultimamente onde vou tem uma frase sobre ela. É um tal de na zona de conforto nada cresce, na zona de conforto nada muda e por aí vamos…

Acho importante pontuar que para mim a tal da zona de conforto é muito pessoal e fruto da sua vivência e relação com o mundo e as pessoas. Vamos aos exemplos para ficar mais claro:

:: Uma pessoa que tem carro e só utiliza ele para se locomover , o carro é a sua zona de conforto. Então o dia em que essa pessoa for a pé ou de ônibus para algum lugar, ela sai de sua zona de conforto. Às vezes coisas simples como fazer sua própria comida ou viajar sozinha podem ser um grande salto fora de sua zona de conforto.

A melhor versão que tenho para ela é tudo aquilo que te deixa no automático, onde seus sentidos ficam anestesiados e sua interação com o momento é basicamente de preenchimento, ou seja você está lá mas atua minimamente virando mais um espectador do que ator principal de sua ação.

Ao mesmo tempo que tudo fica meio em OFF na zona de conforto, também se cria um espaço para o descanso . Ou seja, você pode relaxar que nada de novo vai acontecer. E talvez essa seja a única vantagem e benefício dela e daí a importância de se estar nesse mode em alguns momentos, mas certamente não em todos.

Enquanto a aprendizagem e a plena presença residem fora da zona de conforto, me parece que o mundo em geral vive querendo nos empurrar para ela.

Primeiro porque dá segurança, seja ela no plano físico, financeiro ou emocional. Aquele emprego que não te agrada, mas traz o pagamento todo mês. O relacionamento que não funciona, mas poxa melhor ter alguém do lado do que ficar sozinho.

Segundo porque sair do quentinho dessa zona dá medo. Daqueles bem grandes…. Se dentro do conforto tudo se repete infinitamente muito parecido, fora da zona o inesperado é sempre um visitante chegado que pode te trazer inúmeras sensações, inclusive o medo.

Terceiro… A zona de conforto é rentável e quanto…. Pensa comigo – que tipo de serviços você utiliza ou já utilizou que o fizeram ficar confortável – eu aqui consigo pensar em alguns e se você tiver outros posta nos comentários: delivery de comida, empregadas domésticas, todo tipo de serviço de entrega, internet e por aí vai.

Por favor não me entenda mal! Não sou contra o uso de quaisquer desses serviços, mas o uso excessivo deles deixa sua existência completamente no automático e aí você se desconecta de sua própria vida e por último de si próprio. Quando você automatiza tudo, ou seja deixa de cuidar de suas coisas, do que faz, como faz , você deixa de existir! E obviamente quanto mais confortável o serviço te deixa, mais caro ele é cobrado e por isso digo que a rentabilidade dele é incrível!

Então por isso proponho… Proponho que todo dia você pise fora do seu quadrado, sabe tipo pontinha de pé mesmo. Se você vai sempre de ônibus experimenta ir de bike , de carona ou a pé um dia. Se você usa o Facebook para falar com os amigos, hoje liga e fala com todo eles por telefone ou quem sabe até ouse e faça uma surpresa! Apareça sem aviso…

Experimente fazer sua pizza ao invés de pedir… Viaje até aquele parente que você só fala por Skype! Inscreva-se no tão desejado curso que sempre quis mas também sempre teve uma lista gigante de desculpas para não fazer. Corra atrás sem avaliar tanto as dificuldades…. Para os que tem uma dose de coragem extra em larga demanda, mude de casa, de emprego, transforme seu relacionamento.

Em alguma parte dos Vedas ( escrituras antigas da Índia) me lembro de ter lido : more na sua casa como se não fosse sua.

O confortável nos é necessário mas não em tamanha demanda… Ouse !

Om

Cris 🙏🏻😊🦋

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And what about the comfort zone?

Lately wherever ago there is phrase about it. In the comfort zone nothing grows, in the comfort zone nothing changes and so on …

I think it is important to point out that for me the comfort zone is very personal and related to your experience and relationship with the world and people. Let’s look at the examples to be clearer:

:: A person who has car and only uses it to get around, the car is his comfort zone. So one day that person decides to walks or take a bus to some place, doing that she leaves her comfort zone. Sometimes simple things like making your own food or traveling alone can be a big leap out of your comfort zone.

The best version I have to describe the comfort zone is that everything that leaves you in the automatic, where your senses are anesthetized and your interaction with the moment is basically filling, you are there but not present in mind and body.

While everything is off in the comfort zone, it also creates a space for rest. You can relax because nothing new will happen. And maybe that is the only advantage and benefit of it and hence the importance of being in this mode at times, but certainly not every time.

While learning and full presence reside outside the comfort zone, it seems to me that the world in general lives wanting to push us into it.

First, it gives security, be it physical, financial or emotional. That job that does not please you, but it brings the payment every month. That relationship that does not work, but it’s better to have someone on your side than to be alone.

Second, because getting out of the warmth of this area is scary. If within comfort everything repeats infinitely very similar, outside the zone the unexpected is always a surprise, good or bad 😁.

Third … The comfort zone is super profitable and how much …. Think with me –

what kind of services you use or have already used that have made you comfortable – I can think of some here and if you have others put in the comments: delivery food, maids, all kinds of delivery service, internet and so on.

Please do not misunderstand me! I am not against using any of these services, but the overuse of them leaves your existence completely in the automatic and there you disconnect from your own life and ultimately from yourself. When you automate everything, and stop taking care of your things, of what you do, how you do, you cease to exist! And obviously the more comfortable the service leaves you, the more expensive it is charged – there you see how much money is spent.

So that’s why I propose … I propose that every day you step outside your square, even if it is just a bit. If you go by bus always try going by bike or by foot one day. If you use Facebook to talk to friends, today you can call and talk to them all over the phone or maybe even dare and make a surprise! Show up without telling….

Try making your own pizza instead of ordering … Travel to that relative that you only talk on Skype! Sign up for the long-desired course you always wanted but also always had a giant list of excuses not to do. Run back without assessing the difficulties …. For those who have a dose of extra courage in great demand, move from home, change your job, transform your relationship.

In some part of the Vedas (ancient scriptures of India) I remember reading: live in your house as if it were not yours.

The comfort is necessary but not in such demand … Dare!

Om

Cris

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Foto by Marcio Barreto

(for English scroll down)

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Qual e o seu maior ego? Pensei, pensei, mas  nada me veio a mente como resposta.

Seu corpo – a voz falou.

Fez todo sentido.

Acho que 100 em cada 100 pessoas durante sua vida ja tiveram alguma questao sobre seu corpo.  As vezes nao gostamos de partes dele. Queremos a perfeicao de um nariz arrebitado ou ate uma perna mais alongada. E muitas outras vezes queremos o tal abdomen perfeito, o peso ideal para entrar naquela calca incrivel.

A industria da beleza e farmaucetica sabem  muito bem disso, desse nosso ego e exploram o assunto com maestria e   muito lucro. Quem nunca aqui gastou com produtos para tornar o seu corpo mais bonito? E veja bem quando penso no conceito de bonito aqui, nao e aquele conceito  que se limita a estar entre o cuidado natural e organico com seu corpo. E aquela ideia de que a pessoa vai passar fome para entrar naquele vestido da festa ou usar aquela quimica no cabelo para ficar do jeito que ele naturalmente nao e. Para a industria e midia em geral quanto mais insatisfacao ela gerar em voce em relacao ao corpo que  tem , com certeza mais lucro ela tera.

Veja bem, nao sou contra as pessoas buscarem um corpo saudavel, mas que a caminho dele se entenda o seu biotipo e genetica para que esse corpo saudavel seja alcancado respeitando-se a sua constituicao.

Mas nem tudo esta perdido. Existe hoje no mercado algumas marcas que estao propondo uma nova ideia, a de que tudo bem  voce pode ser do jeito que voce e, ou em outras palavras, ter o corpo que voce tem. A gente ate poderia dizer amem a essa nova tendencia, mas a verdade e que o consumidor esta ficando cada vez mais consciente e algumas  pessoas ja estao imunes as fotos de revistas e midias sociais. Essa nova consciencia criou um mercado que nao quer ser mais manipulado, mas sim quer criar tendencias,  demandas. Certas empresas ja percebendo esse movimento, adiantaram-se criando uma imagem que preconiza a aceitacao de diferentes corpos, diferentes cabelos, peles. O mundo esta mudando, na verdade sempre esteve, kkkkkk. Mas o consumidor esta ganhando mais voz e forca e ditando mais oque quer, ao inves de engolir o que e dado.

E o Yoga? E o ego? Onde ficam nisso? Eles sao o ponto de partida desta nova caminhada. Quem realmente abre-se para a pratica e mergulha dentro de si, cada vez mais fica pronto, apto a se acolher melhor, a se compreender melhor.  Sabe o que quer, ao inves de ser deixado levar pelas propagandas e posts.

Cuide do seu corpo como sua casa. Seu templo ao divino. A mesma pessoa que me fez essa a pergunta sobre o ego, tambem me contou. Disse me que o corpo nos foi dado assim sem nenhum preco, sem nada a pagar. Essa maquina maravilhosa, perfeita que carregamos 24 horas por dia e incrivel que merece uma atencao saudavel, sadia.

OM

Cris Shukla

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What is your biggest ego? I thought, I thought, but nothing came to mind in response.

Your body, his voice spoke.

It made all sense.

I think 100 out of 100 people in their lives have already had a question about their bodies. Sometimes we do not like some parts of it. We want the perfection of a snub nose or a more elongated leg. And other times we want the perfect abdomen, the ideal weight to enter in that incredible jeans.

The beauty and pharma industry fully aware of this, of our ego, explores the subject with mastery and much profit. Who has never here spent on products to make your body more beautiful? And you see when I think of the concept of beauty here, it is not that concept that is limited to being between natural and organic care with your body. It is more like that idea that the person will go hungry to get into that party dress or use that chemistry in the hair to get the look of a celebrity or a model. For industry and general media, the more dissatisfaction it generates in you and in your relation to your body, the more profit they will make.

You see, I’m not against people seeking a healthy body, but for that their biotype and genetics have to be taken into account in order to get  this healthy body .

But not everything is lost. There are some brands on the market today that are proposing a new idea – that it’s okay to be the way you are, or in other words, to have the body that you have. We could even say “amen” to this new trend, but the truth is that the consumer is getting more and more aware and some people are already immune to the photos of magazines and social media. This new consciousness created a market that does not want to be manipulated anymore, but rather wants to create a trend, a demand. Certain companies already noticing this movement, went ahead creating an image that accepts different bodies, different hair, skins. The world is changing, in fact it has always been, kkkkkk. But the consumer is gaining more voice and strength and dictating more what he wants instead of swallowing what is given.

But what about Yoga? And the ego?  They are the starting point of this new journey. People who really open up to the practice, who really dig deeper inside themselves are ready to accept themselves better, to understand themselves better. You know what you want, rather than being carried away by advertisements and posts.

Take care of your body as your home. Your temple to the divine. The same person who asked me the question about the ego, also told me. He told me that the body was given to us just like that, at no price, with nothing to pay. This wonderful, perfect machine that we carry 24 hours a day is incredible and deserves a healthy and a caring attention.

Om

Cris Shukla

( for english version scroll down please)

Yoga é um estilo de vida…

Após algum tempo dando aula, começamos a ter mais clareza dos motivos que levam os alunos a buscarem o Yoga.

Alguns vem por indicação médica. Buscam por paz e menos stress. Outros vem para aprender a fazer aqueles ásanas mais elaborados, tão difundidos no Instagram e Facebook. Existem também aqueles que aparecem porque vai fazer bem para o corpo e Ommmmmm para a mente.

Independente do motivo que lhe trouxe até o tapete, ele é abençoado. É dito que aqueles que vem para o Yoga ou outras disciplinas Védicas, tem bom Karma e conta com as bençãos dos deuses.

Acredito que a prática de Yoga tem sua vida própria .Às vezes queremos tanto fazer tal pose, ou então ativar tal bandha ou respiração e não conseguimos de pronto. Acredito que não é você quem controla a sua prática de Yoga , mas sim o contrário . O Yoga é que toma conta mesmo, basta lhe dar a adequada abertura.

Quando digo que Yoga é um estilo de vida, não me refiro a imagem extremamente usada nas mídias sociais, daquela pessoa de tatuagens, calças largas e cabelo comprido. Esse layout é muito superficial.

Yoga é um estilo de vida porque proporciona ao praticante um grande mergulho em si próprio. É como se você passasse a se olhar com mais cuidado, mais atenção. E a partir desse novo olhar sobre si mesmo, você passa a ressignificar seus hábitos,seu trabalho, sua alimentação, seus relacionamentos e sua relação com o divino. Obviamente como somos diferentes e estamos em ciclos diferentes, alguns conseguem se abrir mais para a prática e as mudanças vão ser mais profundas e outros vão conseguir fazer pequenos ajustes, possíveis e plausíveis à aquele momento.

Já vi casos de alunos que entraram num processo de ressignificação tão denso rápido que abandonaram a prática porque a transformação estava muito difícil.

Por isso que quem faz Yoga muda , muda o quanto consegue. E esta mudança acontece de forma interna e eterna. Porque uma vez que você dá um novo significado à algo, você não volta para trás. Aquilo é transformado em outro aquilo. O motivo antigo perde força e se torna algo mais intrinsicamente ligado a sua natureza e ao seus princípios e valores.

Por isso praticantes de Yoga com o tempo mudam mesmo. Findam relações que aparentemente davam certo, mudam de profissão e até mesmo de cidade ou país. Deixam de comer certos alimentos, começam a se vestir com mais autenticidade. Despertam para a natureza e para o sagrado.Passam a ter uma atitude mais consciente no dia a dia e atuam de forma mais orgânica e natural com si próprios e com os outros. Enfim adotam um novo estilo de vida …

Om

Cris Shukla

Yoga is a way of life …

After some time teaching, we begin to have more clarity about the reasons that lead students to seek for Yoga.

Some come by medical reasons. They look for inner peace and less stress. Others come to learn how to make those more complex asanas, so widespread on Instagram and Facebook. There are also those that appear, because it will do well for the body and Ommmmmm for the mind.

Regardless of the motive that brought you on the mat, it is a blessing. It is said that those who come to Yoga or other Vedic disciplines, have good Karma and rely on the blessings of the gods.

In particular, I believe that it is not you who control your Yoga practice, but rather the opposite. The practice of Yoga has its own life and effort. Sometimes we want so much to do such a pose, or to activate such a bandha and it simply doesn’t happen. It has its own time and rhythm and as a Yogi you should do your part showing up on the mat every day.

When I say that Yoga is a way of life, I do not mean the extremely used image on social media, that person’s tattoos, wide pants and long hair. This layout is very superficial.

Yoga is a lifestyle because it gives the practitioner a great dip in himself. It’s as if you’re looking at yourself more carefully, with more attention. And from this new perspective at yourself, you begin to re-signify your habits, your work, your food, your relationships and your relationship with the divine. Obviously because we are different and we are in different cycles, some are able to open up more to the practice and the changes will be deeper and others will be able to make small adjustments, possible and plausible at that moment.

I have seen cases of students who have entered a so dense and fast process of resignification , that they abandoned the practice because the transformation was very hard on them.

That is why the one who does Yoga changes, changes how much he can. And this change happens in an internal and eternal way. Because once you give a new meaning to something, you do not go back. That is transformed into something else. The old motive loses strength and becomes something more intrinsically linked to your nature and to yours principles and values.

That is why Yoga practitioners over time change. They end relationships that didn’t work, change profession and even city or country. They stop eating certain foods, start dressing more authentically. They awaken to the nature and to the sacred. They can have a more conscious attitude on the daily basis and act in a more organic and natural way with themselves and with others. At last they adopt a new way of life …

Om

Cris Shukla

English version, please scroll down
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Mudar é um assunto que constantemente aparece nas rodas de conversas. Seja porque resistimos ao que está se transformando, ou então porque queremos tanto mudar e nem sabemos por onde começar.
Como praticante de Yoga testemunhei tantas vezes minha própria mudança, mas confesso que estar nesse fluxo só começou a se tornar um ato consciente para mim a partir do dia que me entreguei à uma prática de Yoga mais regular. E até pouco tempo atrás não havia me dado conta de como o Yoga é um grande condutor nesse processo.
Yoga para mim sempre foi muito uma morada do corpo, onde no tapete eu me alongava, fortalecia e ahhhh respirava de peito aberto. Saía da prática energizada e com a mente centrada. Obviamente com ganhos em todos níveis, mal percebia eu que o maior deles não estava no meu corpo mais flexível, nem na musculatura mais desenvolvida Mas sim na minha capacidade de focar no que era necessário no momento, evitando que mesmo presentes, todos os outros pensamentos não criassem um ruído no meu foco.
Essa capacidade ou habilidade que realmente advém da prática, faz com que independente da situação que você esteja vivendo fora, internamente você tem a clareza do que enxerga e a partir daí você pode criar sua mudança de forma consciente.
As reais mudanças são trabalhosas, exigem entrega e perdas. Acho que estamos muito mais dispostos à primeira condição do que a segunda. Perder, deixar ir, entender que aquilo não lhe serve mais por melhor que tenha sido por anos, aceitar que ciclos se acabam é um dos aprendizados que mais exigem de nós. E o mais irônico de todo processo ou até a beleza dele se assim você enxergar, é que são as perdas os grandes impulsionadores das mudanças.
Mas mudança não acontece sem foco, sem entender o que realmente está acontecendo para então tomar um rumo, uma decisão. E entre todas as qualidades que você vai adquirir praticando Yoga acredito que essa é a melhor e principal delas.
Por isso não me espanto quando alunos após um tempo de prática regular começam a questionar e transformar suas vidas. São às vezes mudanças dos hábitos de comer, de dormir, de se expressar. Outras são vidas inteiras transformadas através de uma nova opção de trabalho, de parceiro ou até de morada.
Toda mudança seja de que tamanho for, é um processo lindo e perfeito em si mesmo. A questão não fica no onde você chegou com ela, mas sim como você a trabalhou dentro de si.
Eu aprendi a mudar, mudando. Mas sem o Yoga me trazendo foco, eu teria passado por todos meus processos como coadjuvante e pouco aproveitaria deles para o meu crescimento. Mais consciente e focada, não apenas mudei o de fora, mas principalmente transformei o de dentro, me achando e entendo em si própria cada vez mais.
Te vejo no tapete
Om
🦋🦋🦋
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Change is a subject that constantly appears on the talks. Whether we resist what is changing or we want so much to change and we do not even know how to start.
As a Yoga practitioner I have witnessed so many times my own change, but I do confess that being in this flow only began to become a conscious act for me from the day I started a more regular Yoga practice. And until then I had not realized how Yoga is a great driver in this process.
Yoga for me was always a process of the body, where on the mat I stretched, strengthened and breathed open chest ahhhh. I used to leave the practice feeling energized and with a centered mind. Obviously with gains on all levels, I hardly realized that the greatest of them was not in my more flexible body, nor in my more developed muscles, but in my ability to focus on what was needed at the moment, avoiding to give attention to all other thoughts which could be creating noise in my mind.
This quality or ability that really comes from practice, makes you have internally, regardless of the situation you are living outside, the clarity of what you see and from there you can create consciously your transformation.
The real changes are hard-working, require acceptance and losses. I think we are much more into the first condition than the second. To lose, to let go, to understand that it does not serve you better than it has been for years, to accept that cycles are over is one of the most demand learnings. And the irony of the process or even the beauty of it if you feel so, is that losses are the great drivers of change.
But change does not happen without focus, without understanding what is really happening so then you can take a direction, a decision. And among all the qualities you will acquire by practicing Yoga, I believe that this is the best and most important of them.
So I am not surprised when students after a period of regular practice begin to question and transform their lives. They sometimes change habits of eating, sleeping or how they express themselves. Others have their whole lives transformed through a new job, a partner or moving to a different place.
Every change of whatever size is a beautiful and perfect process in itself. The question is not how far or where you reach from doing it, but rather how you worked it within you.
I learned to change, changing. But without Yoga bringing me focus, I would have gone through all my processes as a coadjuvant and would take little advantage of them for my growth. But conscious, focused, not only did I change the outside, but mostly I transformed the inside, finding myself and understanding myself more and more.
See you on the mat
🦋🦋🦋
Om

Vedic-astrology1

Nas últimas  três semanas ando literalmente com a cabeça nas estrelas. Após quase 20 anos ouvindo minha Revolução Solar ( ou o mapa astrológico para aquele ano), decidi aproveitar a oportunidade oferecida e mergulhar na Astrologia Védica como aluna.

Este ano tive que dar uma sossegada no ritmo de trabalho e tem sido ótimo porque pude voltar a focar em ser uma aluna, estudando disciplinas que há tempo queria aprender mais. Assim veio primeiro o Vedanta e agora a Astrologia Védica.

Muitas vezes quando se pensa em Astrologia, sendo ela Védica ou Ocidental os mais céticos acreditam que ambas se baseiam em fatos não verídicos ou pouco racionais. Alguns ainda argumentam que se quando nascemos já está  tudo determinado, o que realmente fazemos aqui então ? Para que batalharmos pela mudança se os planetas já  estão condicionando nossa vida?Mas na verdade não é bem assim que funciona.

De acordo com a Astrologia Védica, quando nascemos, na exata hora de nossa chegada aqui na terra, os planetas estão alinhados em determinadas posições. É como se tirássemos uma foto desse momento no céu. Nesse exato instante o Sol, a Lua entre outros estão vibrando em certa energia e com essa energia de todos os 9 planetas que marcamos nossa chegada a nossa querida Terra mãe .

Então se quando você nasceu Marte se alinhou e se posicionou na casa 1, a casa da Vida, isso mostra que você é uma pessoa de personalidade corajosa, destemida que se responsabiliza por sua vida e em tocá-la para frente. Esse é um exemplo simples, só para termos mesmo uma ideia desse mundo arte da Astrologia. O mapa natal de uma pessoa é algo a ser interpretado como um todo onde cada planeta posicionado em determinado grau, em certas casas, acompanhado de uma constelação cria toda uma energia que vai se irradiar em você e em sua alma, na sua forma de pensar e de se relacionar com o mundo.

Pensando assim podemos entender a Astrologia Védica como um grande mapa de auto conhecimento . Como se ao olharmos para ele, nós nos enxergamos sob uma nova perspectiva. Entendemos nossa individualidade dentro de uma certa ordem. Acessamos um portal onde vemos tudo o que acontece dentro de nós  e assim podemos objetificar nosso funcionamento, entendendo melhor nossas emoções. Ter acesso ao nosso mapa, dá nos a chance de criar uma harmonia cada vez mais acertiva dentro de nosso próprio funcionamento interno.

Lindo, não? Poético…Quem não quer se entender melhor?Quem não quer saber como lidar de uma forma melhor consigo próprio e as próprias emoções?

Lembrando que o mapa de nascimento é uma das possibilidades que a Astrologia Védica nos traz. Podemos através dela ainda acompanhar o trânsito  dos planetas à medida que o tempo passa e verificar tambem quais datas são mais apropriadas para determinados acontecimentos.

Existe uma sincronicidade de energias atuando no Universo, quer você as observe ou não. Elas atuam das mais variadas maneiras em nossas vidas e no Universo. Quanto mais nos integrarmos ao que acontece no momento presente, mais podemos atuar de forma eficiente e construtiva em nossas próprias vidas.

Espero ter trazido um teco da minha nova jornada nessa disciplina arte e pouco a pouco vou trazendo aqui o que ando aprendendo….

Fica aqui o meu convite…

Om

Cris

Links uteis : http://www.astroshakti.blog.br/

https://www.vedanta.life/p/curso-de-astrologia-vedica-360

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For the last three weeks I’ve been literally with my head in the stars. After nearly 20 years of listening to my Solar Revolution (or the astrological map for that year), I decided to take advantage of the opportunity offered and immerse myself in Vedic Astrology as a student.

This year I had to take some time off and it has been great because I could focus on being a student again, studying subjects that have long wanted to learn more. I have started learning Vedanta and Vedic Astrology.

Sometimes when we think about Astrology,  Vedic or Western, the most skeptical believe that both are based on non reliable facts. Some still argue that if everything is already determined, what do we really  have to do here then? What is the purpose of going after change, if planets are conditioning our lives? But this is not how the Astrology works.

According to Vedic Astrology, when we are born, at the exact time of our arrival here on earth, the planets are aligned in certain positions. It is like taking a  picture of that moment in the sky. At that very moment the Sun, the Moon among others are vibrating in a certain energy that will affect you.


So if  when you were born, Mars was aligned in a way, that puts it  in your first house , the house of Life, this shows that you are a brave, fearless person  who takes responsibility for your life . This is a simple example,  so we can have an idea of ​​this  art called Astrology. The birth chart of a person has to be interpreted as a whole, in which each planet positioned in a certain degree, in certain houses, accompanied by a constellation creates an energy that will affect you and your soul, your  way of thinking and the way you relate to the world in a very specific way.
From this point of view we can understand Vedic Astrology as a great map of self knowledge. When we look at it, we see ourselves in a new perspective. We understand our individuality within a certain order. We access a portal where we see everything that happens inside us and so we can objectify our operation, understanding our emotions better. Having access to our map gives us the chance to create a more harmonious relationship with ourselves.
The birth map is one of the possibilities that Vedic Astrology brings us. Through it we can still follow the transit of the planets as time passes and also check which dates are more appropriate for certain events.

Isn’t it cool ? Poetic … Who does not want to understand yourself better? Who does not want to know how to deal better with your emotions?
There is a synchronicity of energies acting in the Universe, whether you observe them or not. They act in a variety of ways in our lives and in the Universe. The more we integrate into what happens in the present moment, the more we can act efficiently and constructively in our own lives.I hope I have brought a bit of my new journey in this art discipline and little by little I will be bringing here what I have been learning ….Here’s my invitation …OmCris

 

 

I luvvvvvvv music …..In the last blog post I have made a sequence for you to work on your Padmasana…..  Here comes another gift ..A playlist for listening while you practice it …Enjoy! 😊☺️🍄

Playlist Hip Opening sequence 

Para tudo tenho uma música! Amuuuu….Então porque não para praticar Yoga….Para aqueles dias que você não quiser fazer sua prática ao som de sua respiração, aqui vai um presente….Uma playlist para te inspirar…..Enjoy!  ❤️❤️🦋

Playlist Sequência de Abertura de quadril

Om ❤️🦋🦋

for you!!!!

 

Start slowly on the ground. After warming up, you can do your habitual Suryas Namaskars. Keeping up with the rhythm , you can do an opening sequence  that will lead you into a Padmasana pose .Remember always to respect your body and mind limits. Have fun, good practice and let me know how it was……

Om

Comece devagarinho no chao. Depois do aquecimento, faca seus Suryas Namaskaras habituais. Mantenha o ritmo e faca a sequencia de abertura lateral que te levara a pose de Lotus – Padmasana. Lembre-se de respeitar seus limites , Boa pratica e depois me conta com foi…

Om

 

 

Version In English soon…

A gente vive no hábito das datas ….Do prazo…Do até aquela data tem que acontecer….Já nascemos com prazo para rolar, sentar, engatinhar, andar…E quando por qualquer motivo que seja não cumprimos nossos prazos, começam a surgir as preocupações.

Nossas datas nascem de pesquisas, de estudos , nascem da sabedoria da ciência. De tanto, tantas pessoas repetirem aquele hábito, padrão ou desenvolvimento ele se torna aceito como algo natural à aquela ação ou aprendizagem. De certa forma viramos um timer com tempos programáveis.

Se por um lado existe um ganho em se orientar por essas datas, por outro quando  os prazos deixam de ser exatos e passam a virar uma espera o desespero toma a gente por conta. Como lidar com algo que não se sabe até quando? O hábito de vislumbrar um fim com data para acabar ou acontecer, talvez dê muito conforto às pessoas que passam a lidar com algo mais palpável . Mas nem tudo, ou talvez muito pouco seja assim tão facilmente administrável e é nessa hora que o Yoga me trouxe luz…

Quando comecei a praticar Yoga,  o timer do quando vou fazer aquele asana assim, ou quando vou conseguir meditar por mais de 5 min foi acionado. Quantas horas de prática me transformam em uma Yogini mais avançada? Hummmmm. Será que alguém pode me dar uma data limite para isso tudo acontecer? E se enganando ou não, acreditando ou não me joguei no tapete contabilizando as horas para chegar nos meus “lás”. Mas o mais divertido do Yoga é que ele ensina MESMO,  se houver disposição para se aprender.

Para alcançar minhas datas, metas aumentei o tempo no tapete e passei a fazer Yoga diariamente…Inspira desce , trabalha o asana… Não tá bom repete, alonga mais a perna dessa vez, encaixa o quadril e quando me dei conta minha prática de Yoga virou um exercício físico com metas claras, com  datas e limites definidos. Quando percebi isso, entrei em choque…E me desculpe a frase…. Que droga de prática estava eu fazendo? Não havia mais espaço para a respiração, para o foco, para a fluidez do que fazia. Ao invés , estava eu fazendo uma repetição mecânica de movimentos com uma obstinação para fazer uma arquitetura de uma forma corporal. Foi frustrante em todos os sentidos…Porque primeiro o asana não saiu mesmo….E segundo aquele tipo de prática só estava me deixando mais irritada e mais desanimada comigo mesma.

Humilde o suficiente para entender o processo, parei tudo que fazia e voltei para o tapete para praticar o meu melhor todo dia. Nem que o melhor daquele dia fosse fazer meus Suryas para depois iniciar o dia de trabalho. Mandar aquela data embora foi um bálsamo para o meu coração e mente. Me deixou livre para me concentrar no que realmente precisava e o que era primordial no momento – eu. Nessa nova dinâmica minha prática ganhou sutileza, força e energia. E sem esperar nada dela, tive muitos ganhos e os melhores colhi fora do tapete.

Não muito tempo depois de iniciar uma Yoga mais fiel ao meu momento, corpo e auto conhecimento, passei a enfrentar situações difíceis de espera na vida real. Situações que me tiraram de minha zona de conforto em todos os sentidos e me colocaram a prova do viver sem saber até quando.  Estes momentos começaram angustiantes, difíceis e assim como na minha prática fui me dando conta de que primeira coisa a se fazer era esquecer o tal do até “quando”. Viver sem saber uma data sobre quando a resposta viria foi um exercício e tanto . Se a gente não fica atento,   aquela tão aguardada notícia vira o motto de nossa vida e nada mais além dela nos interessa ou presta.

Sem asana perfeito,  sem prazo para o que aflige acabar, a vida se transformou no que ela realmente é,  o MOMENTO. E saber vivê-lo com integridade e inteira presença virou meu desafio diário dentro e fora do tapete.

Porém tomar  consciência desse tempo que ensina, não me tornou uma expert em calmaria e paz interior. Há sim dias de desespero, de dificuldades como há dias de muita tranquilidade. O que realmente mudou foi a forma como passei a entender e aceitar a vida sem prazo e ao Yoga sou eternamente grata por isso.

Om….❤️❤️🦋

 

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you have ever seen so far….But it is such an amazing good feeling to be able to do it and share it with you…When we were kids whatever we were doing we wanted parents to see it. It is like there is no fun if no one sees it and there is no complete happiness if you don’t share the accomplishment with another human being. The thing is that we are not talking about those people who want audience to feed their egos. More in the opposite direction , I am talking about how sharing experiences makes life more meaningful and inspirational.

Some students might look at their yoga teachers and feel like there is no struggle for them when it comes to the yoga practice. They might think that teachers don’t put efforts to do the poses. Maybe a couple of them. But on the mat there is always place for everything. There is hard working on stretching, gaining strentgh, conquering fear, improving breathing and most of all letting all go.

When I started learning Urdhva Dhanurasana it didn’t attract me at all. I was beggining to do it and there wasn’t too much to think or feel there. And to help me avoiding  it at that time, my yoga teacher used to skip it or switch it for bridge pose. The time passed by, I started practicing with other teachers and Urdhva Dhanurasana came again on my mat. Differently from the other times , I felt panic trying it and almost no strentgh to go up. I tried it a couple of times and decided to go back to my old and same bridge pose for security. And it would keep going like this, if I didn’t decide to become a yoga teacher and most importantly if I didn’t make an honest and full commitment to my Yoga practice.

So in 2016 I decided to work on the wheel pose no matter what. In the beggining I must say I felt like I would never leave the floor.I was feeling lost in which muscles I should be activating or where to look. I studied the pose a lot before getting  on the mat but once  doing it my mind was not only confused but it was also giving me a 100 reasons why I should not go for that opening asana: your hips are too big, you have never had upper body strentgh, you won’t learn it training by yourself , etc..I do remember replying to my thoughts saying that yes, probably you are all right, but I am still gonna be here doing what I have to do and you thoughts stay there doing what you have to do. The time went by and one day my upper body lifted. It was a good feeling, weird. I couldn’t tell how I got myself up, but I did it. Next day I got on the mat again and repeated it and  repeated it and ….and…..

Yes, I have been doing Urdhva Dhanurasana every day and learning more and more from it. I stretch my chest with pride, feeling like I am open to life again, like I have never been in so long time. My back seems to thank me for finally getting the courage for doing it. It feels released and stretched.

Learning to master wheel pose has not only given me the opportuniy to improve myself, but it has also shown how important is to respect and help students to get there too on their own time and effort.

Soooo, here is my Show and Tell Wheel pose today and I am super happy that I can share it with you…✨😌💫

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que você já viu até agora …. Mas dá uma  sensação boa ser capaz de fazê-lo e compartilhá-lo com você … Quando éramos crianças, tudo que fazíamos, queríamos que nossos pais  vissem. É como se não fosse divertido se ninguém pudesse ver. Não há felicidade completa se você não compartilha a realização com outro ser humano.Não estamos falando sobre aquelas pessoas que querem audiência para alimentar seus egos. Mais na direção oposta, estou falando sobre como partilhar experiências torna a vida mais significativa e inspiradora.

Alguns alunos podem olhar para os seus professores de yoga e sentir que tudo é muito fácil  quando praticam. Talvez algumas poses .. Mas no tapete há sempre espaço para tudo. Trabalho forte no alongamento, na força muscular, na conquista dos medos, na melhora da respiração e acima de tudo no deixar ir embora.

Quando eu comecei a aprender Urdhva Dhanurasana não me senti atraída pela pose, e para me ajudar a evitá-la naquela época minha professora de yoga geralmente a substituía pela ponte . O tempo passou, comecei a praticar com outros professores e Urdhva Dhanurasana veio de novo para o meu tapete. Diferentemente das outras vezes, senti pânico tentando fazê-la e quase nenhuma força para subir. Ainda assim me empenhei em fazer o Arco mas logo decidi voltar para a minha velha Ponte e ficar no asana que me era seguro e confortável. E assim teria sido, se eu não tivesse decidido me tornar uma professora de yoga e, mais importante, se eu não tivesse feito um sério compromisso  com minha prática de Yoga.

Então em 2016 eu decidi trabalhar meu Urdhva Dhanurasana de qualquer jeito. No começo  eu senti que nunca iria sair do chão.Me sentia confusa em quais músculos deveria ativar ou para onde tinha de olhar. Estudei muito o asana antes de ir para o tapete, mas quando o fazia a minha mente não ficava apenas confusa,  mas também me dava umas 100 razões pelas quais eu não deveria ir para esse asana: seu quadril  é muito grande, você nunca teve força na  parte superior do corpo, você não vai aprender este asana sozinha, etc..Eu me lembro de responder aos meus pensamentos dizendo que sim, provavelmente eles estavam certos , mas eu iria ficar no tapete  fazendo o que tinha de fazer e vocês pensamentos fiquem aí fazendo o que tem de fazer. O tempo passou e um dia eu saí do chão. Foi uma sensação boa, estranha. Eu não sabia  dizer como havia me levantado , mas tinha feito.  No dia seguinte, fui para o tapete de novo e de novo e de novo….

Sim, tenho feito Urdhva Dhanurasana todos os dias e aprendo mais sobre ele cada dia. Expando  meu peito com orgulho, sentindo me aberta à vida novamente, como eu nunca estive em tanto tempo. Minhas costas parecem me agradecer por finalmente ter tido coragem para fazer a postura.  Elas se sentem  liberadas e esticadas.

Aprender a dominar a postura do arco não só me deu oportunidade para melhorar a mim mesma, mas também mostrou o quão importante é respeitar e ajudar os alunos a chegar lá também em seu próprio tempo e esforço.

Então , aqui está meu Urdhva Dhanurasana  e estou super feliz de poder compartilhá-lo com você … ✨😌💫